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Artigo de revisão

Estimulação cognitiva em idosos com demência: qual o impacto na saúde de seus cuidadores?

Cognitive stimulation in older adults with dementia: what is the impact on their caregivers’ health?

Thaíssa Thayara Machado Pinto; Mariana Asmar Alencar; Paula Maria Machado Arantes; Luciana de Oliveira Assis

DOI: 10.5327/Z2447-211520191800055

RESUMO

OBJETIVOS: Identificar e avaliar o efeito das intervenções de estimulação cognitiva (EC) em idosos com demências na saúde dos cuidadores.
MÉTODO: Revisão sistemática da literatura conduzida de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-analysis Protocols (PRISMA). A busca foi realizada em maio de 2018, por dois pesquisadores independentes, nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Escala da Base de Dados de Evidência em Fisioterapia (PEDro), PsycINFO e PubMed. Os descritores utilizados foram “dementia” AND “cognitive stimulation” e seus equivalentes em português e espanhol. Foram incluídos apenas artigos experimentais, publicados entre janeiro de 2007 e abril de 2018, que realizaram EC em idosos com demência, conduzida por profissional ou pelo próprio cuidador e cujo desfecho incidisse no cuidador. A qualidade dos estudos selecionados foi avaliada pela Escala PEDro.
RESULTADOS: A amostra foi composta de 10 estudos, sendo que apenas dois verificaram benefícios da EC sobre a saúde do cuidador do idoso com demência.
CONCLUSÃO: Este estudo não encontrou evidências consistentes sobre os reais benefícios da realização de EC no idoso com demência para a vida do seu cuidador.

Palavras-chave: caregivers; rehabilitation research; aged; dementia.

ABSTRACT

OBJECTIVES: To identify and evaluate the effect of cognitive stimulation (CS) interventions for older adults with dementia on caregivers' health.
METHOD: This systematic literature review was conducted in accordance with Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-analysis Protocols (PRISMA) guidelines. A search was performed by two independent researchers in May 2018, using Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latin American and Caribbean Health Science Literature Database (LILACS), Physiotherapy Evidence Database (PEDro), PsycINFO, and PubMed databases. The terms used were “dementia” AND “cognitive stimulation” and their equivalents in Portuguese and Spanish. For inclusion, articles should have been experimental, published from January 2007 to April 2018, with CS delivered to older adults with dementia by a professional or by a caregiver, and outcome measured in the caregiver. Quality of selected studies was assessed using the PEDro scale.
RESULTS: The sample consisted of 10 studies, and only two reported CS benefits to the health of caregivers of older adults with dementia.
CONCLUSION: This study found no consistent evidence of actual benefits of CS in older adults with dementia to their caregivers' health.

Keywords: caregivers; rehabilitation research; aged; dementia.

INTRODUÇÃO

Demência é um transtorno neurocognitivo caracterizado por deterioração global e progressiva de habilidades cognitivas que resulta na perda funcional progressiva do indivíduo.1,2 O manejo do idoso com demência pode ser especialmente desafiador para quem cuida, uma vez que esses cuidadores são expostos ao aumento da demanda por cuidado e a situações progressivamente estressantes.3,4 Dessa forma, há uma necessidade emergente de intervenções que visem a diminuir os impactos dessa atividade sobre a condição de saúde dos cuidadores.5

Atualmente, têm sido descritas na literatura intervenções não farmacológicas que objetivam aumentar as habilidades relacionadas ao cuidar e melhorar a qualidade de vida (QV ) dos cuidadores, entre eles os grupos psicossociais e psicoeducacionais.6 Outras intervenções, no entanto, visam desacelerar o processo de perda cognitiva e funcional dos idosos com demências e, consequentemente, contribuir para a redução da sobrecarga de seus cuidadores,4,7 como acontece na estimulação cognitiva (EC).

A EC é definida como uma série de atividades e técnicas que têm como objetivo a melhora geral do funcionamento cognitivo e social de idosos com demências.8-10 Essa intervenção, que é vastamente estudada na literatura,8-10 tem evidências robustas que suportam a melhora cognitiva de idosos com demência, como na mensuração de atenção, memória, orientação, linguagem e da função cognitiva geral, bem como a melhora relacionada ao autorrelato de bem-estar, à QV, à comunicação e à interação social desses idosos.10 No entanto, as comprovações em relação aos benefícios da EC para a saúde dos cuidadores de idosos ainda precisam ser mais bem investigadas.

Torna-se importante compreender melhor os resultados dessa intervenção para a saúde dos cuidadores de idosos com demência. Esse conhecimento pode auxiliar no planejamento de intervenções que possam proporcionar benefícios tanto para os idosos com demência quanto para seus cuidadores.7 Portanto, o objetivo desta revisão sistemática da literatura foi identificar e avaliar o efeito das intervenções de EC na saúde dos cuidadores de idosos com demências.

 

MÉTODO

Estratégia de busca

Esta revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-analysis Protocols (PRISMA).11 Realizou-se a pesquisa em cinco bases de dados — Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Escala da Base de Dados de Evidência em Fisioterapia (PEDro), PsycINFO, PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO) — utilizando os seguintes termos: “demência” OR “dementia” AND “estimulação cognitiva” OR “cognitive stimulation” OR “estimulación cognitiva”.

Critérios de elegibilidade

Foram incluídos apenas ensaios clínicos randomizados em que a EC foi realizada com a população idosa (60 anos e mais) diagnosticada com demência, cujo desfecho fosse avaliado no cuidador. A intervenção poderia ser realizada individualmente ou em grupo e ser conduzida por profissional ou pelo próprio cuidador.

Foram considerados os artigos publicados entre janeiro de 2007 e abril de 2018, nos idiomas português, inglês ou espanhol. Foram excluídos estudos nos quais a EC aconteceu concomitantemente a um grupo de suporte para os cuidadores de idosos com demência.

Seleção dos estudos

De acordo com os critérios de elegibilidade, dois pesquisadores realizaram as buscas de forma independente, em maio de 2018. Os artigos da revisão foram selecionados a partir da leitura do título/resumo ou da íntegra de cada artigo. Não houve discordâncias, entre os pesquisadores, quanto à elegibilidade dos artigos. Os resultados dos diferentes bancos de dados foram cruzados e os estudos duplicados foram removidos.

Avaliação da qualidade

Todos os artigos que se encaixaram nos critérios de inclusão foram submetidos à Escala PEDro, que se propõe a avaliar a qualidade metodológica dos estudos a partir de 11 critérios que analisam se o estudo tem validade interna.12 Como o item 1 da Escala PEDro está relacionada à validade externa, não é incluído na pontuação final. Dessa forma, a pontuação máxima de qualidade é 10.

 

RESULTADOS

A busca resultou em 395 artigos, dos quais 95 foram eliminados por estarem duplicados, restando 300 artigos que foram avaliados para elegibilidade. Destes, 124 foram excluídos pela leitura do título e do resumo (78 eram artigos de revisão; 21, estudos-piloto; 16, editoriais ou cartas ao editor; oito, de idiomas diferentes dos admitidos nos critérios de inclusão; e um estudo realizou a EC concomitante a um grupo de suporte para cuidadores). Após leitura na íntegra, outros 166 artigos foram excluídos (143 artigos não apresentavam desfecho da EC no cuidador, 19 não eram estudos clínicos controlados randomizados e quatro não foram realizados com a população idosa com diagnóstico de demência). Portanto, a amostra final foi de 10 artigos incluídos nesta revisão sistemática (Figura 1).

 


Figura 1 Fluxo da informação.

 

Avaliação da qualidade

A maioria dos estudos incluídos nesta revisão sistemática apresenta qualidade metodológica moderada a alta, sendo que oito deles tiveram pontuação igual ou superior a 5 pontos na Escala PEDro (Tabela 1).

 

 

Características dos estudos incluídos

Os 10 artigos que foram incluídos nessa revisão tiveram tamanho amostral variando de 17 a 261 idosos, recrutados na comunidade, bem como em Centros-Dia, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), sanatório, clínicas e hospitais geriátricos e universitários e diagnosticados com diversos tipos de demência (Tabela 2). Os critérios utilizados para diagnóstico de demência variaram entre os estudos, e os mais utilizados foram a 4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV),13-15 o National Institute of Neurological and Communicative Disorders and Stroke-Alzheimer’s Disease and Related Disorders Association Work Group (NINCDS-ADRDA)16-18 e a 10ª versão da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10)19. Para o estadiamento das demências, foram utilizados o Miniexame do Estado Mental (MEEM)13,14,17-20 e a Global Deterioration Scale (GDS).21 Sete estudos foram realizados com idosos com demência leve a moderada,13-15,17,18,20,21 um com idosos em transição para a fase moderada,16 um com idosos em fase modera19 e outro não especificou a fase da demência.7 A caracterização dos estudos selecionados é apresentada na Tabela 2.

 

 

Características das intervenções

As características dos programas de intervenção foram bastante variadas em relação ao número de sessões (de 8 a 144 encontros), à duração (de 30 a 180 minutos) e à frequência dos atendimentos (de 1 a 5 vezes por semana). A maioria das intervenções de EC foi realizada em grupo7,16,18-21 e contou com orientação para a realidade (OR), terapia de reminiscências e outras atividades para estimular as funções cognitivas e a interação grupal. Dois estudos desenvolveram programas de intervenção multidomínio16,19 que incluíam, também, exercícios físicos,16,19 musicoterapia,16 realização de atividades básicas e instrumentais de vida diária,19 intervenções de terapia ocupacional, arteterapia e horticultura.16 Em dois estudos, a EC foi realizada exclusivamente pelos cuidadores dos idosos, em casa, após treinamento.13,14 Em outro estudo, os cuidadores de um dos grupos de intervenção, participaram de treinamento onde receberam informações gerais sobre as demências e o desenvolvimento dos programas de EC, sendo estimulados a realizarem essas atividades em casa.20

Eficácia das intervenções

Dois estudos identificaram que as intervenções promoveram efeito positivo tanto para o cuidador quanto para o idoso.15,21 No cuidador, observou-se melhora referente à sobre-carga,21 à percepção do desgaste ocasionado pelas alterações comportamentais dos idosos com demência e à ansiedade.15 Outros três estudos evidenciaram efeitos benéficos da intervenção apenas para os idosos.16,17,19 Em quatro estudos não se observou nenhum efeito positivo da EC nos idosos com demências ou em seus cuidadores.13,14,18,20 Outro estudo não avaliou o desfecho da intervenção nos idosos e não encontrou mudanças significativas nos cuidadores após a intervenção.7

 

DISCUSSÃO

Apenas 10 estudos atenderam aos critérios de inclusão desta revisão sistemática. Os estudos analisados variaram muito quanto às características da população estudada, ao local de recrutamento da amostra, ao estadiamento da demência, aos critérios utilizados para diagnosticar a demência e ao protocolo de intervenção, fatores que podem ter influenciado a grande variabilidade de resultados encontrados nas diferentes pesquisas.

Somente dois estudos verificaram efeitos positivos da EC no idoso com demência sobre a saúde de seus cuidadores.15,21 Três estudos verificaram os benefícios apenas nos idosos,16,17,19 quatro não verificaram benefícios nem no cuidador nem no idoso13,14,18,20 e um estudo, que mediu apenas o desfecho da intervenção sobre a saúde do cuidador, não verificou efeito estatisticamente significativo.7

Os resultados positivos da EC encontrados para os cuidadores não foram consistentes. No estudo de Alves et al.,21 houve diminuição significativa da sobrecarga do cuidador, avaliada pela Zarit Burden Interview, do momento pré-intervenção para momento pós-intervenção no grupo de intervenção breve. Entretanto, os escores de sobrecarga encontrados nos três momentos de avaliação foram relativamente baixos e nenhuma diferença adicional foi encontrada na comparação de intervenção padrão versus lista de espera. Os pesquisadores discutem que a ausência de sobrecarga observada pode estar relacionada ao fato de os entrevistados serem cuidadores formais.21 Já no estudo de Paddick et al.,15 a avaliação realizada com o Inventário Neuropsiquiátrico indicou melhoras significativas tanto no número e na gravidade dos sintomas psicológicos e comportamentais das demências quanto na angústia gerada no cuidador devido a esses sintomas. Entretanto, as reduções na sobrecarga do cuidador avaliada pela Zarit Burden Interview não alcançaram significância. Os pesquisadores discutem que o instrumento de avaliação da sobrecarga foi desenvolvido para uso em países desenvolvidos e adaptações podem ser necessárias para torná-lo mais relevante em outras configurações.15

Não foram encontradas características em comum que pudessem justificar o fato de os estudos de Alves et al.21 e de Paddick et al.15 encontrarem benefícios sobre a saúde do cuidador. No estudo de Alves et al.,21 os idosos foram classificados com demência leve a moderada pela GDS e foram recrutados de Centros-Dia e ILPIs, enquanto no estudo de Paddick et al.15 os idosos foram classificados de acordo com o DSM-IV e eram comunitários. O tipo de cuidador, formal21 e informal,15 também era distinto. O protocolo de intervenção de Alves et al.21 consistiu de 11 sessões, de 60 minutos, cinco vezes por semana, já Paddick et al.15 realizaram 14 sessões, duas vezes por semana e não informaram a duração. No estudo de Alves et al.,21 a intervenção foi em grupo, enquanto no de Paddick et al.15 foi individual.

É importante destacar ainda que não foi possível considerar características dos cuidadores que participaram dos estudos, como idade, nível de instrução e tipo de relacionamento com os idosos com demências, visto que essas informações não estavam presentes nos trabalhos. Essa caracterização pode impactar na interpretação dos resultados dos referidos estudos e, consequentemente, desta revisão.

Existe ainda a suposição de que a intervenção baseada na cognição fornecida por cuidador familiar possa ter maior sucesso em influenciar positivamente idosos e cuidadores.7,22,23 Entretanto, os dois estudos que analisaram os efeitos da EC realizada pelo cuidador não encontraram resultados positivos para idosos ou cuidadores.13,14

Pesquisas anteriores sugerem ainda que as características não cognitivas das demências têm maior probabilidade de estar associadas a transtornos para os cuidadores.15,24 Dos três estudos que relataram efeitos positivos da EC sobre humor e comportamento de idosos,15,17,19 apenas um encontrou efeito indireto dessa intervenção sobre os cuidadores.15

Este estudo apresenta algumas limitações, visto que não contemplou publicações em todos os idiomas e não avaliou o efeito da EC concomitante com grupo de apoio ao cuidador. Estudos que ampliem o escopo desta revisão podem contribuir para maior compreensão do tema.

Apesar de alguns estudos apontarem que os benefícios da EC podem ser estendidos para os cuidadores de idosos com demências,15,21 as evidências não são conclusivas. Os estudos variaram muito quanto à população estudada e à metodologia utilizada. Mais estudos são necessários para avaliar o potencial benefício da EC sobre a saúde do cuidador.

 

CONCLUSÃO

Este estudo não encontrou evidências consistentes sobre os reais benefícios da realização de EC no idoso com demência para a vida do seu cuidador. São necessários estudos intervencionais que realmente tenham como desfecho primário a saúde do cuidador do paciente com demência. A EC, muito aludida como eficaz para o idoso, deve passar pelo escrutínio científico adequado, a fim de ter eficácia atestada para a saúde do cuidador.

 

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declararam não apresentar conflito de interesse de nenhuma espécie.

 

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Received in October 15 2018.
Accepted em December 4 2018.

The authors report no conflicts of interest.


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