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Artigo Especial

Nova face de um velho problema: o autoplágio no cenário da produção científica

A new side of an old problem: self-plagiarism in scientific publications

Alan Jhones Barbosa de Assisa; Cleonice Andrade Holandab; Rivadávio Fernandes Batista de Amorima

DOI: 10.5327/Z2447-211520191800063

RESUMO

This article is part of a special series that was designed to assist authors in the process of scientific writing and communication. Among the various forms of ethical misconduct in scientific publishing, plagiarism is increasingly common. Plagiarism is defined as the presentation of a work containing parts authored by another person without due credit. One type of plagiarism that has gained prominence in recent years is self-plagiarism, in which authors themselves reuse their previous work without proper referencing. However, active discussion remains in the scientific community about this type of plagiarism, with the term being extended to some specific forms of misconduct in scientific publication. This practice leads to inauthentic work and ultimately undermines the integrity of science. The purpose of this article is to address in depth the definition of self-plagiarism, the underlying motives for this practice and its consequences for the scientific community. To do so, a non-systematic review of the literature was conducted. Guidance is provided on the major types of self-plagiarism, what can be done to avoid it and how to proceed when it is detected.

Palavras-chave: plágio; ética em pesquisa; má conduta científica.

ABSTRACT

This article is part of a special series that was designed to assist authors in the process of scientific writing and communication. Among the various forms of ethical misconduct in scientific publishing, plagiarism is increasingly common. Plagiarism is defined as the presentation of a work containing parts authored by another person without due credit. One type of plagiarism that has gained prominence in recent years is self-plagiarism, in which authors themselves reuse their previous work without proper referencing. However, active discussion remains in the scientific community about this type of plagiarism, with the term being extended to some specific forms of misconduct in scientific publication. This practice leads to inauthentic work and ultimately undermines the integrity of science. The purpose of this article is to address in depth the definition of self-plagiarism, the underlying motives for this practice and its consequences for the scientific community. To do so, a non-systematic review of the literature was conducted. Guidance is provided on the major types of self-plagiarism, what can be done to avoid it and how to proceed when it is detected.

Keywords: plagiarism; ethics, research; scientific misconduct.

INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO

O meio científico sempre foi permeado por polêmicas das mais variadas naturezas, por exemplo, sobre condutas éticas dos pesquisadores. Entre essas, destacam-se: fabricação e/ou falsificação de dados, infrações éticas, conflito de interesses entre pesquisadores e/ou agente financiador do estudo e plágio.1 O plágio pode ser definido como a cópia integral ou parcial de um texto, não se fazendo a correta referência da fonte e autoria originais.2 Uma forma de plágio que vem ganhando notoriedade no meio científico é o autoplágio, que tem como sinônimo a prática conhecida como reciclagem de texto: a reutilização de textos de artigos publicados em um novo artigo, sem a referência ao trabalho anterior.2,3

Existe hoje um debate sobre o termo autoplágio: se deve ou não ser aplicado somente aos casos de reciclagem de texto. Assim, autoplágio seria um “espectro” de condutas acadêmicas questionáveis que incluiria: reciclagem de texto, duplicação de texto, publicação salame e publicação atualizada.4,5 Esse espectro será discutido com mais detalhes adiante. Existe ainda uma implicação legal diante de tal conduta, que é a violação de direitos de cópia. Alguns casos são mais graves que outros: um trabalho possuir trechos semelhantes a um outro publicado pelo mesmo autor, mas não ser devidamente referenciado não parece ser tão grave quanto o caso em que um trabalho já publicado é submetido para outro periódico anos depois. Mas quem comete tais práticas engana os editores e os leitores, fazendo-os pensar que o texto apresentado naquele trabalho científico é original, e/ou prejudicando o entendimento de um assunto com um trabalho cujos resultados estão fragmentados em diversas publicações.5,6

O atual sistema de produção científica, no qual impera a máxima “publique ou pereça” e a quantidade é praticamente sinônimo de qualidade, seria umas das justificativas da prática de autoplágio.3 No meio acadêmico, o mérito científico dos pesquisadores e pós-graduandos geralmente é mensurado pela quantidade de artigos publicados. Como consequência, pode-se ter o aumento do número de projetos que são subdivididos em pequenas partes com o objetivo de aumentar o número de publicações, provavelmente diminuindo a qualidade da informação, que seria melhor entendida se apresentada como um todo.7

O autoplágio tem então chamado a atenção da comunidade científica e é tema de editoriais,7-9 cartas,4,10 comentário,11 artigos de opinião,12 artigos originais3,13 e de revisão.14 O tema ajudou na criação do website Retraction Watch Web (https://retractionwatch.com/), no qual casos de plágio e autoplágio são expostos e criticados.8 Existem cerca de 200 mil publicações duplicadas em bases de dados como MEDLINE,15 e esse número provavelmente continuará a crescer. Periódicos como BioMed Central (BMC) possuem um política clara sobre reciclagem de texto e publicação duplicada,16 e a fim de se conseguir um melhor consenso sobre o tema, o Committee on Publication Ethics (COPE) foi criado, com guidelines específicas para reciclagem de texto e publicação duplicada.17-19 Apesar de existirem diversas ferramentas para detecção de plágio e de guidelines sobre como editores e autores devem agir sobre o tema, o autoplágio constitui hoje um dilema ético e legal na pesquisa científica.12,20

Neste breve trabalho são abordados os principais tipos de autoplágio, seus motivos e consequências para a produção científica, bem como alguns meios e alternativas para se evitar essa prática.

 

O “ESPECTRO” DO AUTOPLÁGIO

No âmbito do autoplágio, há uma série de conceitos e definições que o detalham ainda mais e seu entendimento é de extrema importância no contexto do autoplágio. Entre eles, temos:

• Reciclagem de texto: essa geralmente é a prática que primeiro vem à mente quanto se fala em autoplágio. Como o próprio nome sugere, a prática consiste em autores reutilizarem trechos, curtos ou longos, de artigos por eles já publicados, sem a devida referência a esses trabalhos anteriores.3 Por isso, é facilmente detectada pelas ferramentas de detecção de plágio, ao mesmo tempo que é a prática mais fácil de ser evitada. Para exemplificação, em 2012, Jonah Lehrer, jornalista científico formado em neurociências, foi acusado por partes do seu livro best-seller Imagine:How Creativity Works ter sido publicado em várias plataformas digitais, sem atribuir sua origem.21 No mesmo ano, Joe Coscarelli, da revista New York Times, percebeu em outras publicações que Jonah estava auto-duplicando seus textos em mídias importantes como a Wired, New York Times Magazine, WallStreet Journale até mesmo no blog do jornal onde ele trabalhava, The New Yorker. O jornal teve que anexar uma nota de “lamentamos a duplicação de material” em todas as postagens que o autor escreveu desde que começou a trabalhar para a revista;22,23

• Publicação duplicada: nessa situação, as informações contidas no artigo, que ainda será enviado, se justapõem consideravelmente a um artigo que já foi publicado.24 Os critérios que são usados para afirmar a duplicidade incluem ter a metodologia, o resultado e a hipótese semelhantes ao artigo comparado; o tamanho da amostra ser idêntico ou semelhante entre as publicações; ter um mesmo autor, pelo menos, em ambos os artigos; e haver pouca ou nenhuma informação adicional para publicação.25,26 Um cenário que se enquadra nessa categoria de autoplágio é quando o autor de um artigo já publicado simplesmente traduz seu artigo para outra língua e submete para uma revista, sem mencionar o texto original.27 Um exemplo documentado foi o caso da Prof. Dr. Gordana Panova, no qual os artigos originais eram escritos em macedônio, os plágios eram escritos em inglês e publicados em livros de conferências, sem a revisão e referências apropriadas. Dr. Panova teve quatro retratações publicadas até então;28

• Publicação segmentada: também chamada de publicação salame, esse tipo de autoplágio pode ser mais difícil de ser detectado, uma vez que não envolve plágio textual/reciclagem de texto, mas somente os dados coletados e resultados. Assim, evitam facilmente a verificação por softwares?9 O autor, no intuito de conseguir mais publicações, fragmenta sua pesquisa em partes menores e apresenta em periódicos distintos, como se fossem resultados de estudos independentes.30,31 É importante salientar que se a pesquisa é um estudo de longa duração, como nos exemplos da coorte de Framingham, 1948-2014, e do Nurses Health Study em Harvard, 1976-até hoje,32 é permitida a publicação de dados em mais de um artigo, já que a produção de dados é imensa. Para comprovar se um conjunto de artigos provém de publicações salame, o que se analisa é se eles possuem a mesma questão e metodologia de pesquisa, a mesma população fonte, a mesma amostra, o mesmo grupo controle e dados e/ou resultados sobrepostos, sem explicar o contexto macro e as condições em que aquela pesquisa foi feita.32-34 Para ilustrar esse tipo de autoplágio, em 2017 a revista Archives of Iranian Medicine publicou uma mesma pesquisa 33 vezes. O estudo era um levantamento epidemiológico transversal descritivo sobre a saúde mental da população do Irã no ano de 2015. Em março, o estudo foi publicado trazendo as informações de forma compilada. Em novembro do mesmo ano, 31 artigos são publicados, no mesmo dia, trazendo o mesmo tipo de estudo, a mesma população e a análise do mesmo ano. Um detalhe é que o Irã é dividido em 31 províncias. Os autores, que são os mesmos em todos os 31 artigos, “fatiaram” as informações do artigo já publicado de forma que gerassem 31 artigos “diferentes”, descrevendo cada uma dessas províncias. É suspeito que as publicações foram facilitadas devido à associação de alguns autores à revista em que os artigos foram publicados e à observação de que o editor-chefe da revista está como “apoio compreensível” em todos os artigos ligados ao projeto;35

• Publicação atualizada: esse tipo ocorre quando um grupo de autores submete um relatório idêntico a outro já publicado por eles, mas adicionam um outro desfecho ou mais pacientes, aumentam o período de acompanhamento e até mesmo alteram o tempo de quando foi feito o estudo, tentando se passar por um novo.20 Um exemplo de trabalho científico ocorreu em 2012, quando Gabriel Chalita, candidato a deputado na época, foi acusado de usar 75% da sua primeira dissertação de mestrado em 1994 para concluir seu segundo mestrado em ciências sociais em 1997. Além disso, é descrito que as únicas mudanças entre as teses foram as quantidades de referências bibliográficas e a adição de mais 2 capítulos, e a conclusão foi a mesma. Os mestrados não foram anulados e a universidade ainda tratou o assunto com desconhecimento.36-38

 

MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS POR TRÁS DO AUTOPLÁGIO

Os motivos de autoplágio fundamentam-se em dois principais pontos ou razões: ganância e deslize autoral. No sentido dessa prática ser motivada por ganância, tem-se o modelo de recompensa institucional, no qual a quantidade supera o conceito de qualidade. A prática se justificaria no ganho de prestígio e reconhecimento científico por aumentar o registro de publicações listadas no currículo do(s) autor(es); e para tentar garantir certa patente ou verbas para pesquisa. Em suma, é a máxima “publish or perish” na prática. No que tange ao deslize autoral, é o caso de autores novos no ramo científico, que desconhecem o que é o autoplágio e suas consequências negativas; casos nos quais o(s) autor(es) não cita(m) corretamente trabalho(s) anterior(es) no artigo submetido/publicado no caso de reciclagem de texto; e por desconhecimento ou má interpretação dos guidelines do periódico no qual o manuscrito vai ser submetido.39 Alguns periódicos não possuem guidelines e políticas claras em relação ao autoplágio, além de que, existe uma falta de consenso sobre as definições dessas práticas duvidosas. Assim, a falta desses pontos nos periódicos podem ser consideradas uma fonte de ocorrência de tais práticas.3

As consequências por trás do autoplágio são as mesmas, independentemente de serem motivadas por ganância ou deslize autoral, e estão elencadas a seguir:13,39-42

• revisores, editores e leitores têm seu precioso tempo desperdiçado, além de serem enganados ao acreditarem estar diante de um texto original;

• nos casos de publicações duplicadas, adicionam informações já existentes à extensa literatura científica acerca de um tema;

• desperdiçam recursos de produção e páginas de periódicos, que poderiam estar dedicados a artigos de fato originais e relevantes;

• comprometem os resultados de trabalhos de meta-análise, uma vez que os resultados duplicados podem levar à superestimação da eficácia de tratamentos, prejudicando assim as evidências clínicas que serão originadas desse tipo de estudo;

• infringem as leis de direitos autorais, podendo levar a processos legais longos e penosos;

• comprometem a carreira acadêmica e científica dos autores envolvidos;

• reduzem a qualidade do periódico, já que geralmente o artigo é retratado, além de prejudicar o fator de impacto, pois a possibilidade do periódico receber novas submissões de qualidade diminui.

 

COMO EVITAR AUTOPLÁGIO

Para se prevenir autoplágio, algumas atitudes podem ser tomadas por parte dos autores, editores e revisores. Autores devem ter conhecimento de que, se no manuscrito foi utilizado texto parafraseado publicado em trabalho para, por exemplo, contextualizar trechos redigidos na introdução, há necessidade de se referenciar a fonte primária. Os periódicos devem disponibilizar, nas instruções para submissão de manuscritos, a política acerca de autoplágio e violação de direitos de cópia de forma clara. Assim, os autores devem tomar conhecimento das mesmas e, havendo quaisquer dúvidas, entrar em contato com a equipe editorial para esclarecimentos. Editoriais e artigos de opinião também devem ser publicados nos periódicos, a fim de conscientização sobre o tema.5,8,39

Existem ainda softwares e websites, pagos ou livres, de detecção de plágio de uma maneira geral. Não só editores e revisores de periódicos devem utilizá-los, mas autores também. Seja por autores novos (pela questão de plágio), seja por autores mais experientes, com vários trabalhos publicados. Alguns desses softwares e websites estão listados na Tabela 1.20

 

 

O QUE FAZER QUANDO AUTOPLÁGIO É IDENTIFICADO

Após finalizada a redação, o manuscrito é finalmente submetido a um periódico para apreciação da equipe de revisores e editores. Assim, se há suspeita de autoplágio, a equipe responsável pela revisão e edição do manuscrito deve:

• avaliar o tipo de plágio;

• contatar os autores a fim de esclarecimentos, pedindo para parafrasear e/ou referenciar corretamente determinado trecho;

• ou ainda, rejeitar o manuscrito imediatamente no caso de publicação duplicada.3,18,39

Se o autoplágio for detectado após publicação do manuscrito, deve-se contatar não só os autores, mas também as instituições ligadas ao(s) autor(es) para esclarecimentos. Uma nota de correção deverá ser publicada quando o autoplágio detectado for reciclagem de texto, fazendo a correta referência ao trabalho original. No caso de publicação duplicada:

• retrata-se o artigo, com publicação oficial de nota de retratação, a fim de também notificar os leitores;

• contata-se autores e instituições ligadas aos mesmos;

• ainda se contata o periódico que publicou o artigo primário.

A última linha de defesa contra esse tipo de prática são os leitores, que devem entrar em contato com os periódicos acerca da prática constatada.3,19,39

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O autoplágio deve ser combatido sobretudo porque leva ao questionamento da ética e integridade da pesquisa científica e das pessoas/equipe envolvidas nesse processo. A prática não traz benefício algum, a não ser para aqueles autores que agem deliberadamente por ganância. A má conduta científica sempre ocorrerá, entretanto, isso pode ser evitado com o aumento da vigilância, proposta de boas condutas e guidelines. Uma melhor educação científica, desde a graduação, poderia auxiliar na redução de tal conduta errônea, bem como outras citadas no início deste trabalho.

 

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Authors’ contributions: Alan Jhones Barbosa de Assis and Cleonice Andrade Holanda reviewed the literature on the subject, wrote the manuscript, and approved the final version. Rivadávio Fernandes Batista de Amorim provided critical revision, guidance on manuscript preparation, and approval of the final version.


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