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Treinamento muscular respiratório em idosos: estudo de revisão

Respiratory muscle training in older adults: review article

Adriano Florencio Vilaçaa; Bárbara Cristina de Souza Pedrosaa; Emanuelle Rocha Tenório de Françab; Thamara Cunha Nascimento Amarala; Maria do Amparo Andradeb; Célia Maria Machado Barbosa de Castroc; Eduardo Eriko Tenório de Françad

DOI: 10.5327/Z2447-211520191900065

RESUMO

OBJETIVO: O treinamento muscular respiratório vem sendo considerado uma das principais estratégias para amenizar a sarcopenia em idosos, portanto, o presente estudo teve por objetivo verificar quais protocolos de treinamento muscular respiratório são mais utilizados em idosos e os seus principais benefícios encontrados na literatura.
MÉTODOS: Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados eletrônicas PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Para tanto, foram utilizados os termos: treinamento muscular respiratório, idosos e fraqueza muscular. Foi estudado um total de 80 artigos, dos quais apenas 8 preencheram os critérios de inclusão deste estudo, cuja metodologia, variáveis estudadas e desfecho foram analisados.
RESULTADOS: Dos oito artigos analisados, podemos observar uma importante diversidade dos protocolos estudados; e em todos os artigos foram encontrados ganhos dos mais variados possíveis com o treinamento muscular respiratório.
CONCLUSÃO: Os protocolos utilizados nos diversos estudos dependem diretamente do objetivo a ser alcançado com o treinamento muscular respiratório; e os principais desfechos foram a melhora na força, na função pulmonar, no nível de aptidão física, na qualidade de vida, em marcadores inflamatórios e no consumo da glicose.

Palavras-chave: exercícios respiratórios; idosos; fraqueza muscular.

ABSTRACT

OBJECTIVE: Respiratory muscle training has been considered one of the main strategies to alleviate sarcopenia in older adults. Therefore, the present study aimed to verify which respiratory muscle training protocols are most used in this population and their main benefits described in the literature.
METHODS: A literature search was performed in the electronic databases PubMed, Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS) and Scientific Electronic Library Online (SciELO). For this, we used the terms: respiratory muscle training, older adults, and muscle weakness. A total of 80 articles were studied, of which only 8 met the inclusion criteria of this study, whose methodology, variables studied, and outcome were analyzed.
RESULTS: Among the 8 articles analyzed, we can observe an important diversity of the studied protocols; and all articles showed the most varied gains possible with respiratory muscle training.
CONCLUSION: The protocols used in the various studies depend directly on the objective to be achieved with respiratory muscle training; and the main outcomes were improvements in strength, lung function, physical fitness level, quality of life, inflammatory markers and glucose intake.

Keywords: breathing exercises; aged; muscle weakness.

INTRODUÇÃO

A sarcopenia é conhecidamente uma das principais consequências do avançar da idade e está relacionada a um declínio funcional, aumento no risco de queda e da morbidade e mortalidade, causando redução na realização de atividades de vida diária, acarretando elevados custos para o sistema de saúde.1-3 As perdas gradual e progressiva da massa e força muscular ocorrem concomitantemente com a da musculatura esquelética e respiratória.4 O declínio da força muscular respiratória é um fator diretamente relacionado com a diminuição da função pulmonar, ocorrendo redução da mobilidade de caixa torácica e consequente redução dos volumes e capacidades pulmonares.2

A redução da força muscular respiratória pode ser amenizada com a prática regular de exercícios físicos.5 O treinamento físico de todo o corpo e a simples prática das atividades de vida diária visam à manutenção da força muscular periférica e respiratória, além de ter desfechos positivos nos sistemas cardiopulmonar e musculoesquelético e na saúde mental de idosos.6,7 No entanto, em idosos que possuem alguma limitação física, a prática de certas atividades pode estar limitada; e o uso de treinamentos específicos para a musculatura respiratória pode ser um método alternativo eficaz, sendo capaz de diminuir a sensação de dispneia, aumentando a capacidade de realizar atividades de vida diária e melhorando a qualidade de vida.6,8

O treinamento da musculatura respiratória (TMR) pode ser realizado com alguns tipos de dispositivos, através da resistência de molas, como o Threshold e o PowerBreathe, com cargas impostas à espirometria de incentivo a volume e a fluxo ou com técnicas de respiração.2,6,7,9-11 Independentemente da técnica utilizada, os exercícios respiratórios visam à melhora na função pulmonar, na força muscular respiratória e mobilidade tóraco-abdominal em idosos, sendo considerados eficientes e seguros na fisioterapia.2 No entanto, ainda não há um consenso sobre a técnica a ser realizada nem o período de tempo e carga de cada dispositivo. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi verificar quais protocolos de TMR são mais utilizados em idosos e os seus principais benefícios encontrados na literatura.

 

MÉTODOS

Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados eletrônicas PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Para tanto, foram utilizados os termos: respiratory muscle training, older, muscle weakness. As buscas foram realizadas restringindo a data para artigos publicados entre 2008 e 2018, em língua inglesa e portuguesa, sendo incluídos os estudos que abordavam casos nos quais a intervenção em idosos se deu exclusivamente através do TMR. Desta forma, dos 80 artigos estudados, apenas 8 foram analisados, pois preencheram os critérios de inclusão deste estudo. Foram excluídos (n = 72) os artigos que apresentaram algum dos critérios a seguir: artigos repetidos, artigos sem texto resumido ou completo, artigos de revisão de literatura, artigos envolvendo outras populações que não idosos que realizaram o TMR, artigos que não respeitaram diretamente os descritores pesquisados, dissertações, teses e monografias.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos 80 artigos encontrados, apenas 8 eram ensaios clínicos controlados que utilizaram dispositivos para realizar o TMR em idosos. Os artigos compararam o treinamento respiratório com o placebo (n = 2),12,13 com um grupo sem nenhum tipo de intervenção (n = 3).8,9,14 ou com diferentes dispositivos entre si (n = 3).2,4,15 Os desfechos avaliados foram: força e função pulmonar, qualidade de vida, capacidade de realizar atividades do dia a dia, autonomia funcional, além de marcadores hematológicos e hemodinâmicos.

A Tabela 1 apresenta os dados dos estudos selecionados para esta revisão: autor, grupo, metodologia utilizada, variáveis analisadas e conclusão de cada estudo.

 

 

Os artigos relacionados apresentaram uma variação de 12 a 27 participantes por grupo, somando um total de 330 participantes estudados. O número de grupos participantes em cada estudo variou entre 2 (em 6 estudos)2,9,12,13-15 e 3 grupos (em 2 estudos),4,8 totalizando 18 grupos; e na maioria dos estudos houve 1 grupo controle sem treinamento respiratório (3 estudos)6,8,9 ou com TMR com placebo (2 estudos),12,13 O Threshold foi o dispositivo mais utilizado pelos grupos com treinamento (58% entre os dispositivos), mas o Voldyne, o PowerBreathe Classic, o Respiron e o Powerlung também foram utilizados para fortalecer a musculatura respiratória.

Em relação ao tempo utilizado para a intervenção, os estudos variaram entre uma e oito semanas de treinamento. Um dos estudos treinou a musculatura de idosas com e sem síndrome metabólica por 7 dias,15 outro utilizou 12 dias para realizar a intervenção;2 2 estudos tiveram uma duração de 6 semanas,8,14 3 com duração de 8 semanas,9,12,13 e o treinamento por 10 semanas foi realizado em um dos estudos.4 A frequência de TMR durante a semana também variou, com um trabalho realizando três treinos por semana4 e dois estudos8,14 com cinco vezes por semana de treinamento. O estudo de Watsford & Murphy9 realizou seis dias de treinamento durante a semana, porém com dois treinos por dia; e os outros, quatro estudos,2,12,13,15 treinaram todos os dias.

Quanto ao tamanho da carga utilizada e ao número de repetições por cada série de exercícios, houve uma grande variação entre todos os artigos e pôde-se observar que eram inversamente proporcionais e dependeram do objetivo de cada autor. Para treino de força, priorizaram-se séries mais curtas com uma carga oferecida maior, enquanto para treino de endurance, cargas menores foram utilizadas com um maior número de repetições. A maioria dos estudos (75%) utilizou carga inicial entre 30 e 50% da pressão inspiratória máxima (PIMáx), e dois deles4,14 aumentaram a carga ao longo dos treinos. O estudo de Pascotini et al.1 utilizou a espirometria de incentivo a volume e a fluxo e aumentou o número de repetições a cada 4 dias, iniciando com 3 séries de 8 repetições; e ao término de 12 dias o participante realizava 3 séries de 12 repetições.

As variáveis predominantes nos estudos foram: função e força muscular respiratória, nível de autonomia funcional e qualidade de vida nos idosos; as quais, em geral, tiveram melhoras significativas com o TMR realizado de forma regular. Os resultados de Iranzo et al.14 não foram os mesmos da maioria dos estudos, já que o uso de Threshoíd não foi capaz de melhorar parâmetros de força e endurance respiratórios em idosos. A justificativa para essas diferenças talvez seja o tipo de população avaliada, tendo em vista que a média de idade da amostra foi de 85 anos, contra 65 a 70 anos dos demais estudos. Outro fator importante foram as limitações físicas prévias da população, quando esses idosos apresentavam inabilidade para caminhar e limitações funcionais.

Mills et al.12 observaram resultados positivos semelhantes aos demais referentes a parâmetros de força e função respiratória. Além disso, eles procuraram analisar os efeitos do TMR em marcadores inflamatórios sanguíneos, na hipótese de que o aumento do trabalho respiratório estaria diretamente relacionado à inflamação sistêmica, com a redução da resposta de interleucina-6 plasmática evocada. Entretanto, após as oito semanas de treino, não foram observadas quaisquer alterações significativas nas citocinas inflamatórias e nem em danos de DNA nas células mononucleares periféricas. O tamanho da carga aplicada e a quantidade de repetições realizadas durante o treino muscular foram questionados e possivelmente justificam o insucesso do tratamento para essas variáveis.

O metaborreflexo muscular inspiratório é uma resposta mediada pelo sistema nervoso simpático, na qual há vaso-constrição na musculatura esquelética durante um exercício, limitando o desempenho físico ao reduzir o fluxo sanguíneo para os músculos ativos.16 Estudos têm associado o TMR com a atenuação do metaborreflexo em diferentes populações, gerando aumento no aporte de oxigênio à musculatura periférica durante o exercício, melhorando a performance e a tolerância ao mesmo.17,18 Esse mecanismo explicaria a melhora no desempenho no teste incremental submáximo na pesquisa de Watsford & Murphy,9 embora os relatos de Borg para membros inferiores não tenham alterado durante o exercício; bem como a melhora na maioria dos domínios funcionais avaliados por Fonseca et al.4 e no teste de caminhada de seis minutos (TC6M), avaliado por Huang et al.8 no grupo de idosos sem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Os resultados apresentados por Mills et al.12 não mostraram aumento na distância percorrida no TC6M após o TMR, o que significa que não houve melhora na performance durante o exercício, sendo justificado pelo perfil dos pacientes avaliados. Enquanto Huang et al.8 treinaram idosos com um resultado basal no teste de caminhada de 90% do predito para a idade, Mills et al.12 realizaram o treinamento em idosos com 102 a 103% da distância predita para essa população. Esse fato pode ser mais bem explicado por uma metanálise de 2012,19 a qual sugere que participantes com um nível de aptidão física de base mais baixa apresentaram aumento na capacidade de realizar exercícios após o TMR, em comparação com aqueles participantes que já possuíam melhores desempenhos.

Outro benefício do TMR é a regulação dos níveis de glicose sanguínea, função importante principalmente em pacientes com diabetes mellitus do tipo II. Esse fato pode ser explicado pela diminuição da resistência à insulina após exercício físico, onde o treinamento regular é capaz de aumentar a mobilização de transportador de glicose 4 (GLUT-4) e, consequentemente, aumentar a captação de glicose sanguínea.13,20,21 Os resultados de Silva et al.13 corroboram a maioria dos estudos prévios, quando um protocolo de oito semanas com Threshold foi suficiente para diminuir os níveis de glicose sanguínea, mostrando ser uma estratégia alternativa para aqueles pacientes que têm contraindicações para a realização de outras modalidades de exercícios. Em contrapartida, o protocolo de sete dias de TMR utilizado por Feriani et al.15 não foi suficiente para obter alterações significativas na glicose sanguínea de idosas com síndrome metabólica, sendo necessários mais dias de treino para tais alterações.

 

CONCLUSÃO

Por conta dos inúmeros protocolos utilizados para o TMR, fica claro que o número de repetições, o tamanho da carga e a quantidade de dias utilizados dependem diretamente do objetivo a ser alcançado. Foi demonstrado que o TMR em idosos promove melhora na força muscular e na função pulmonar, bem como há indícios de aumento no nível de aptidão física, melhora na qualidade de vida e de marcadores inflamatórios, assim como aumento do consumo da glicose. Podemos observar ainda que não houve nenhum dispositivo que fosse considerado superior ao outro em relação ao TMR de pessoas idosas.

 

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Received in December 12 2018.
Accepted em April 27 2019.


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