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Artigo Original

Prevalencia da incontinencia urinaria em idosos de Porto Alegre-RS

Prevalence of urinary incontinence in elderly in Porto Alegre-RS

Luís Henrique Telles da Rosaa; Cislaine Machado de Souzab; Caroline Helena Lazzarotto de Limac; Elenice da Silveira Bissigo Boggiod; Fernanda Cecília dos Santose; Cristiane Carbonif; Kalina Durigon Kellerg; Patrícia da Silva Klahrh; Patricia Viana da Rosai

RESUMO

OBJETIVO: O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência da incontinência urinária (IU) e seu impacto na qualidade de vida na população idosa de um bairro de Porto Alegre (Rio Grande do Sul).
METODOLOGIA: A amostra foi composta por 401 indivíduos, com idade superior a 65 anos, de ambos os sexos, residentes há pelo menos 12 meses no bairro. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação do International Consultation on Continence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), durante uma visita domiciliar.
RESULTADOS: A prevalência de IU encontrada na população foi de 32,2%. Em relação ao gênero, 37,9% das mulheres apresentaram-se incontinentes; nos homens, o percentual foi de 15,5%. Os tipos de IU mais prevalentes foram de urgência (18%) e de esforço (16%). Existe uma associação significativa entre a presença de IU e o avanço da idade (r = 0,183; p < 0,001), idade e a interferência na vida diária (r = 0,101; p = 0,044) e idade e a piora na qualidade de vida (r = 0,117; p = 0,02). O ICIQ-SF demonstrou impacto negativo na qualidade de vida dos idosos com IU.
CONCLUSÃO: Observou-se maior prevalência de IU entre mulheres em todas as faixas etárias. A IU de urgência e a de esforço foram as mais prevalentes. O ICIQ-SF indicou interferência negativa significativa da IU na qualidade de vida dos idosos, sobretudo na faixa etária dos 90 aos 99 anos. A prevalência de IU interferiu de maneira significativa na frequência das perdas, na realização das atividades de vida diária e na piora da qualidade de vida dos idosos estudados.

Palavras-chave: Idosos. Incontinência urinária. Qualidade de vida.

ABSTRACT

OBJECTIVE: The study objective was to assess the prevalence of urinary incontinence (UI) in the elderly population of Porto Alegre-RS, as well as its impact on quality of life of these individuals.
METHODOLOGY: The sample consisted of 401 individuals, with over 65 years of age, of both genders, resident for at least 12 months in the neighborhood. Data collection was performed by applying the International Continence Consultation on Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF) during a home visit.
RESULTS: The prevalence of UI found in the population was 32.2%. Regarding gender, 37.9% of incontinent women showed up to 15.5% of men. The most prevalent types of UI were urgency (18%) and stress (16%). There is a significant association between the presence of UI and advancing age (r = 0.183, p <0.001), age and interference in daily life (r = 0.101, p = 0.044) and age and the decline in quality of life (r = 0.117, p = 0.02). The ICIQ-SF score demonstrated negative impact on quality of life of elderly patients with UI.
CONCLUSION: We observed a higher prevalence of UI among women in all age groups. The UI of urgency and stress were the most prevalent. The ICIQ-SF indicated significant negative interference of urinary incontinence on quality of life of the elderly, especially in the age group of 90 to 99 years old. The prevalence of UI interfered significantly in the frequency of losses, in the performance of daily activities and poorer quality of life of the aged.

Keywords: Elderly. Urinary Incontinence. Quality of life

INTRODUÇÃO

Dados do IBGE (2010) mostram que a população brasileira está "envelhecendo". Esse fenômeno demográfico se explica pelo aumento da população, pelo decréscimo do índice de fecundidade e pela baixa mortalidade, o que proporciona aumento relativo do número de idosos e, por consequência, acréscimo de anos à expectativa de vida da população brasileira.1 Diante dessa perspectiva, cabe ressaltar as novas demandas advindas tanto do processo natural do envelhecimento, ou senescência, quanto do processo patológico, chamado de senilidade.2

Nesse sentido, entre as síndromes geriátricas, frequentes em idosos, está a incontinência urinária (IU), que apresenta uma incidência que aumenta linearmente com o avançar da idade.3 Seu aparecimento relaciona-se com as alterações advindas do processo fisiológico do envelhecimento, caracterizada pelo declínio funcional dos sistemas do organismo, mas não faz parte do processo natural do envelhecer.4

A IU é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como toda perda involuntária de urina.5 Nos idosos, por conta das dificuldades enfrentadas, pode ser um fator importante na institucionalização, o que contribui para depressão e isolamento social.6,7 Essa patologia está associada a um risco aumentado de deficiência funcional global em pessoas que se tornam incontinentes depois dos 65 anos, sinalizando o início precoce da fragilidade, outro aspecto importante relacionado ao processo patológico do envelhecimento.8,9 A partir dessas considerações, este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência da IU nos idosos de um bairro do município de Porto Alegre e o impacto na sua qualidade de vida.

 

MÉTODOS

Este estudo é transversal, descritivo e de base epidemiológica. Para escolha randômica, foram introduzidos os números referentes a cada Equipe de Saúde da Família (ESF) em envelopes pardos lacrados. O sorteio foi realizado por um indivíduo externo à pesquisa. Sendo assim, a região da pesquisa refere-se à equipe 3 da ESF, a qual atende a quatro setores censitários do IBGE (431490205001612, 431490205001613, 431490205001615 e 431490205001616).

De acordo com o Censo de 2010,1 viviam nesses setores 673 pessoas com 65 anos ou mais. Todos os endereços das ruas localizadas nos setores censitários já mencionados foram procurados pelos pesquisadores. Em casos de insucesso no primeiro contato, ocorreram até três retornos a fim de encontrar os sujeitos da pesquisa em seus domicílios.

Com relação aos critérios de seleção, foram incluídos neste estudo indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos, de ambos os sexos, residentes há pelo menos 12 meses na área de adscrita de uma Equipe de Saúde da Família selecionada de maneira aleatória, independentemente de seu vínculo, acesso ou frequência de atendimentos na ESF. O cálculo amostral foi baseado no número total de sujeitos residentes no bairro, nas quatro áreas censitárias. Foi adotado um erro populacional de 5% e um nível de confiança de 5%.

Por meio do Censo 2010,1 foi estimada uma população de 673 idosos na região eleita (IBGE, 2011). O período de coleta foi de dezembro de 2011 a julho de 2012. O formulário de entrevista era composto de um questionário denominado International Consultation In Continence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), validado para a Língua Portuguesa, no ano de 2004.10 O ICIQ-SF é um questionário simples, breve e autoadministrável, capaz de avaliar rapidamente o impacto da IU na qualidade de vida e qualificar a perda urinária de pacientes de ambos os sexos. É composto de cinco questões que avaliam frequência, gravidade e impacto da IU, além de um conjunto de oito itens de autodiagnóstico, relacionados a situações de IU vivenciadas pelos indivíduos. O somatório máximo dos valores das respostas indica o escore de 21 pontos, referente a um alto impacto da IU na vida do indivíduo.

A coleta dos dados teve início em janeiro de 2012 com término em maio do mesmo ano. Todos os idosos participaram da pesquisa após terem assinado o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Este estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), sob o parecer número 824/11.

Análise estatística

A normalidade da distribuição dos dados foi verificada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. Na análise descritiva das variáveis contínuas paramétricas, os dados foram expressos por meio de média e desvio-padrão; as variáveis qualitativas foram descritas pela frequência absoluta e pela frequência relativa. Para realizar estratificações nas situações de perda urinária e suas respectivas faixas etárias, foi utilizado o teste de qui-quadrado.

Foi realizado o teste de Correlação de Pearson para verificar a associação entre as variáveis de idade e os escores dos itens do questionário ICIQ-SF: frequência urinária, interferência da perda urinária na vida diária e qualidade de vida. Todos os dados foram armazenados e analisados no Software Statistical Package for the Social Sciences 21.0 for Windows. O nível de significância de alfa adotado foi de 0,05 (p < 0,05).

 

RESULTADOS

A amostra populacional desta pesquisa representou 59,58% da população estimada pelo Censo 2010,1 o qual descreveu a existência de 673 idosos na área de abrangência selecionada aleatoriamente. Os dados de caracterização da amostra estão descritos na Tabela 1.

 

 

Foram encontrados apenas 498 sujeitos por meio da busca ativa em seus domicílios. Desses, foram excluídos da amostra quatro indivíduos que se encontravam hospitalizados e um idoso institucionalizado. Foram consideradas perdas da amostra 92 pessoas que se recusaram a participar do estudo. Portanto, o grupo avaliado foi de 401 idosos.

A Tabela 2 descreve, em relação à população total de idosos, a prevalência de IU, sua interferência na vida dos indivíduos (questão 5 ICIQ-SF), o ICIQ-SF escore, frequência, quantidade e situações de perda urinária. A Tabela 3 descreve a prevalência de IU usando os mesmos critérios da Tabela 2, mas conforme o gênero. A Tabela 4 demonstra, de acordo com as faixas etárias, a prevalência de IU, sua interferência na vida dos indivíduos (questão 5 ICIQ-SF), o ICIQ-SF escore, frequência, quantidade e situações de perda urinária. As situações de perdas urinárias foram significativas em todos os grupos (p < 0,001).

 

 

 

 

 

 

O teste de Pearson apresentou correlação significativa, embora extremamente fraca, entre idade e a frequência das perdas urinárias (r = 0,183; p < 0,001), idade e interferência na vida diária (r = 0,101; p = 0,044) e idade e piora na qualidade de vida (r = 0,117; p = 0,02). Não foi significativo o valor encontrado relativo à correlação entre idade e a quantidade da perda (r = 0,067; p = 0,185).

 

DISCUSSÃO

Do número total de idosos, no Brasil, metade é representado por pessoas do sexo feminino.11 No ano 2000, para cada 100 mulheres idosas, havia 81 homens idosos. Em 2050, é provável que haverá cerca de 76 idosos para 100 idosas.11 Estima-se que, na faixa etária acima de 80 anos, haverá duas idosas para cada um idoso.11 Esses dados relacionam-se a um fenômeno chamado de "feminilização da velhice". A velhice, mesmo sendo um processo universal, apresenta um forte componente de gênero, pois existem mais idosas que idosos. Dessa forma, por viverem mais, as mulheres tornam-se mais sujeitas a doenças e têm mais probabilidade de problemas relacionados à adaptação às mudanças fisiológicas decorrentes da idade, o que pode se transformar em conflitos com identidade, entre outras questões.12

Neste estudo, 32,2% da população demonstrou-se incontinente. Já nos achados de Viegas et al.13 (2009), 24% da população idosa apresentou IU. O problema é referido por 30 a 60% dos idosos do sexo feminino e por 10 a 35% dos indivíduos do sexo masculino.13 Os achados deste estudo corroboram com os de Viegas et al.13 (2009), que tinham como objetivo avaliar a prevalência da IU em idosos de Porto Alegre, encontrando 37% dos incontinentes do sexo feminino e 15% do sexo masculino. Dessa forma, este estudo revelou alta prevalência de queixa entre os idosos, em especial no sexo feminino. Sabe-se que o número de mulheres afetadas pela IU é maior que de homens, fator que se agrava com o avançar da idade.14

Diversos autores demonstraram a associação entre a ocorrência de IU com o avanço da idade e o sexo feminino. De maneira geral, entre os fatores predisponentes da IU em mulheres, encontram-se aqueles relacionados ao processo natural do envelhecimento, como o hipoestrogenismo e a diminuição do diâmetro das fibras musculares do assoalho pélvico, acrescido de paridade, tipo de parto, peso do recém-nascido, menopausa e cirurgias ginecológicas.15,16 Nos homens, as principais causas de IU são as relacionadas à hiperplasia prostática benigna e ao tratamento do câncer de próstata (como prostatectomia radical), mais prevalentes com o avançar da idade.17

Independentemente do gênero, a incontinência urinária é um fator que acompanha o avanço do processo de envelhecimento.13 Nesta pesquisa, indivíduos de 65 a 69 anos foram menos incontinentes e os de 90 a 99 anos, mais incontinentes.

Pode-se associar à IU, em ambos os gêneros, diminuição da capacidade da bexiga, doenças crônicas, aumento do IMC - sobretudo na relação cintura-quadril, gerando o aumento da pressão intravesical14 -, quantidade de medicamentos a que são submetidos (principalmente os de uso prolongado,7 o que contribui para o aumento da frequência urinária e noctúria14,7), além da sarcopenia (sistema musculoesquelético, inclusive assoalho pélvico e instabilidade do músculo detrusor).18,19,20

Acredita-se na relação entre a etiologia da IU e o processo fisiológico do envelhecimento, já que se trata de uma etapa da vida composta por maior vulnerabilidade às doenças, podendo influenciar diretamente disfunções nas vias urinárias inferiores, contribuindo para o surgimento da IU e aumentando sua prevalência entre os idosos.21

A incontinência urinária de esforço (IUE) caracteriza-se pela perda involuntária de urina dos idosos quando submetidos a situações como, por exemplo, tossir ou espirrar. A incontinência urinária de urgência (IUU) é caracterizada por contrações vesicais involuntárias, sendo acompanhada pelo desejo miccional. Na IUE, a causa frequente é a hipermotilidade uretral decorrente da fraqueza do assoalho pélvico.22

Neste estudo, as situações de perdas urinárias mais prevalentes foram antes da chegada ao banheiro (20%), sugerindo a ocorrência de IUU, e ao tossir ou espirrar (16%), sugerindo IUE. Para Reis et al.23 (2003), a IUE raramente é encontrada nos indivíduos do sexo masculino, fato que pode ser observado neste estudo, pois 13,6% dos homens referem IUU e apenas 4,9% de IUE.

Resultados diferentes foram encontrados por Sebben e Filho4 (2008). De acordo com os autores, 18,8% dos homens perdem urina antes de chegar ao banheiro e 32% quando tossem ou espirram. O fato pode ocorrer no pós-operatório de próstata, por exemplo.24 Sabe-se também que a IU gera impacto altamente negativo no desempenho do idoso, causando diversos transtornos físicos, econômicos, psicológicos, emocionais, sexuais e sociais, refletindo na condição de saúde e interferindo diretamente no bem-estar social e na qualidade de vida.21

Teunissen et al.25 (2006) objetivaram saber o impacto da IU em idosos da população em geral e observaram que ela afeta de maneira mais significativa os homens, em comparação com as mulheres. Nesta pesquisa, também, os homens tiveram pontuações maiores quando questionados sobre o quanto a perda urinária interfere na vida diária e no ICIQ-SF escore.

Nesta pesquisa, o pior escore do questionário do ICIQ-SF foi encontrado na faixa etária de 90 a 99 anos, indicando que a IU prejudica mais a qualidade de vida dessa população. Esse fato aponta para a relação entre a presença de IU e limitações de funcionalidade do indivíduo idoso, conforme já discutido na literatura, e pode significar um dos critérios de fragilidade em indivíduos muito idosos.7,26

Outro aspecto importante, que corrobora com os demais já citados, foi os resultados significativos encontrados na associação entre a idade e a frequência das perdas urinárias, a interferência na vida diária e a piora na qualidade de vida. Embora as correlações sejam fracas, existe uma associação.

Wehrberger et al,27 (2013), em um estudo de coorte populacional, avaliou 262 idosos de ambos os sexos, com idade superior a 80 anos e encontrou resultados semelhantes. Observou-se o alto impacto na qualidade de vida das mulheres com disfunções do trato urinário inferior, na sua maioria, com IU e bexiga hiperativa nessa faixa etária avançada. Demais pesquisas sobre o mesmo assunto mostraram que a presença de IU interfere diretamente nas atividades diárias dos idosos e piora sua qualidade de vida. Isso acontece porque os indivíduos que apresentam perda de urina precisam modificar seus hábitos, adaptar-se à condição e, assim, diminuir o impacto dos sintomas no cotidiano.11

Os achados de Honório e Santos28 (2009) demonstraram que a ocorrência de perda urinária não é relatada no cotidiano dos idosos, levando a crer que seja algo normal, já incorporada no dia a dia. É possível que haja constrangimento em falar sobre o assunto, sobretudo no primeiro encontro. Esses são fatores que podem influenciar a não verbalização das perdas urinárias em idosos. É possível que tais fatores também tenham influenciado nas respostas desta pesquisa.

Diante dessas considerações sobre a alta incidência e prevalência da IU em idosos, não se pode considerá-la um fator inerente ao envelhecimento, e sim algo passível de prevenção e tratamento.29

Entre os estudos abordando a prevalência da IU, a investigação acaba por ser em populações mais jovens ou nos gêneros feminino e masculino, separadamente. O presente estudo conseguiu abordar o tema na população idosa, unindo os dois sexos, tornando-se importante, também, ao considerar o envelhecimento um assunto atual e de relevância na saúde pública.

Ao final deste trabalho, ressalta-se a influência negativa da presença da IU na vida dos idosos, da necessidade de prevenção e tratamento e, acima de tudo, ações que objetivem a atenção integral a essa população. Sugere-se, ainda, um novo estudo com o objetivo de acompanhar a evolução dos sintomas, propondo e avaliando intervenções.

Limitações do estudo: o delineamento deste estudo não permitiu realizar análises de causa e efeito. A qualidade de vida envolve outros aspectos que não só a IU.

 

CONCLUSÃO

Este trabalho encontrou maior prevalência de IU entre mulheres em todas as faixas etárias, sendo a IUU e a IUE as mais prevalentes.

Os resultados do questionário ICIQ-SF indicaram interferência negativa significativa da IU na qualidade de vida dos idosos, em especial na faixa etária dos 90 aos 99 anos. Foi demonstrado, também, que a prevalência de IU interferiu de maneira significativa na frequência das perdas, na realização das atividades de vida diária e na piora da qualidade de vida dos idosos estudados.

 

CONFLITOS DE INTERESSE

Não há conflitos de interesse.

 

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